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Projeto

HUM376 - Uma exploração da aceitabilidade de diferentes colocações pronominais no português do Brasil

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HUM

Ciências Humanas

Sub-categoria

Educação

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ícone Autoria Maria Clara de Oliveira Gonçalves , Erick Thiago Cardoso Araújo
ícone Orientação Cândido Samuel Fonseca de Oliveira, Thaís Maíra Machado de Sá
ícone Instituição CEFET-MG - Unidade Contagem

Resumo

Propomo-nos a analisar o comportamento de alunos do ensino médio frente às diferentes colocações pronominais do português brasileiro (PB) com intuito de criar estratégias pedagógicas para o estudo de pronomes clíticos. Por meio de um julgamento de aceitabilidade, nesta primeira fase da pesquisa, o estudo procurou analisar o desempenho de 46 alunos do primeiro ano de ensino técnico integrado ao médio em relação a três estruturas do PB - pronome oblíquo em posição de próclise (Maria pegou a bola e a lançou longe), em posição de ênclise (Maria pegou a bola e lançou-a longe) e pronome reto em posição de ênclise (Maria pegou a bola e lançou ela longe). Além de observar a aceitabilidade entre os pronomes retos (ele/ela) e os clíticos (o/a), hipotetizamos que o clítico em ênclise seria o pior avaliado pelos alunos e seria o trabalhado em uma estratégia pedagógica a ser desenvolvida. 90 trios de sentenças foram criados e divididos em três scripts, cada um continha 10 sentenças em cada condição, 30 no total, mais 60 sentenças distratoras. O participante avaliava apenas um script, pelo site Cognition, e julgava sua aceitabilidade em uma escala Likert de 7 pontos. Para analisar nossos dados, ajustamos uma regressão logística ordinal com o julgamento como variável resposta, a escolha pronominal como efeito fixo e o pronome oblíquo em próclise como o nível de referência. Mesmo com a maior parte das notas acima de 4 (média=4,41), os pronomes retos se mostraram significativamente menos aceitos (β=-0,34, p<0.01) do que os pronomes oblíquos. Acreditamos que tal resultado seja um reflexo do treinamento escolar, que visa o uso da forma oblíqua como norma da língua escrita. Os clíticos em ênclise (média=4,49) foram um pouco menos aceitos (β=-0,23, p<0.05) do que os em próclise (média=4,67), assim como hipotetizamos. Portanto, como continuidade, desenvolveremos estratégias pedagógicas que visam facilitar o aprendizado do pronome clítico em posição de ênclise.

Palavras-chave: Julgamento de Aceitabilidade, Colocações Pronominais, Clíticos acusativos do PB