Ciências Agrárias
Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Resumo
Apesar de ser um país com as maiores reservas de água doce do mundo, no Brasil 33 milhões de pessoas ainda vivem sem acesso à água potável, segundo o Instituto Trata Brasil. No Pará, esse cenário é ainda mais alarmante: acima da média nacional, 3.835.950 habitantes não possuem a garantia de seu direito à água potável - cerca de 36% do total populacional. Esse contexto é ainda mais evidente em áreas social e economicamente vulnerabilizadas, como as zonas periféricas, indígenas ou ribeirinhas. A partir dessa problemática, o povo precisa utilizar de medidas caseiras de limpeza de água, que muitas vezes podem ser ecologicamente incorretas, maléficas à saúde e muito onerosas. Assim, faz-se necessária a criação de novas tecnologias de limpeza de água de maneira eficiente, fácil e ecológica, alinhando preservação ambiental e desenvolvimento social, de modo a democratizar o tratamento de água. Para solucionar esse desafio, este trabalho propõe o desenvolvimento de um biokit de baixo custo, utilizando-se de produtos naturais característicos da região amazônica. Dentro desse kit, escolheu-se a criação de biocoagulantes, testes rápidos de pH e biofiltro, partes essenciais para análise e tratamento de águas não tratadas. Os testes foram aplicados em amostras de água coletadas no rio Guamá, que banha a cidade de Belém. Todos os biocoagulantes demonstraram eficácia, formando coágulos que puderam ser filtrados posteriormente. A utilização do álcool etílico, por possuir uma estrutura molecular mais polar e menor volatilidade, favoreceu a ação dos biocoagulantes na solução, contribuindo para a remoção de impurezas.
Palavras-chave: Biokit, Amazônia, Sustentabilidade