Ciências Agrárias
Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Resumo
O presente relatório tem por objetivo descrever um estudo feito para analisar a viabilidade de aproveitamento das cascas de mandioca (Manihot esculenta Crantz), resíduo derivado da indústria de féculas, misturada com a grimpa de araucária (Araucaria angustifolia) para fabricação de embalagens biodegradáveis para substituição de bandejas de isopor e plástico. Na produção da fécula de mandioca são gerados resíduos líquidos e sólidos. Os sólidos, que são os bagaços ou massa úmida e as cascas, são rejeitos que tem baixo aproveitamento pela dificuldade de processamento em subprodutos e por isso são utilizados, geralmente, apenas para alimentação de animais, como ração para bovinos, suínos e ovinos. A grimpa consiste nos galhos e folhas da araucária que caem naturalmente e em abundância quando estão secos e são considerados lixos indesejados nos campos e quintais urbanos. O experimento consistiu em utilizar as cascas da mandioca, que são constituídas de casca e entrecasca, misturadas com as grimpas de araucária, misturadas com água e aglutinante, formando uma massa que foi moldada em formas de diversos formatos e seca. Observou-se que, após totalmente secas, as amostras apresentaram uma boa resistência à pressão, compressão e torção. Submeteu-se algumas amostras ao teste para a análise de absorção e decomposição na água e feitos testes comparativos de biodegradabilidade destes compósitos, deixando amostras enterradas em solo úmido. Na Fase II foram executados novos testes para comprovar o aproveitamento do compósito para outros usos. As amostras confeccionadas com matérias-primas pautadas na sustentabilidade, baixo custo e material abundante, nesse experimento, apresentaram boa viabilidade técnica e econômica de uso na fabricação de embalagens para acondicionamento de frutas e legumes, podendo vir a substituir as bandejas de isopor e plásticos.
Palavras-chave: Casca de mandioca, Grimpa de araucária, Bandeja biodegradável