Ciências Agrárias
Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Resumo
Apesar de seus impactos ambientais, o isopor continua sendo amplamente utilizado, principalmente no ramo das embalagens, devido a fatores como baixo custo e facilidade logística. Nesse cenário, intensificaram-se os estudos voltados ao desenvolvimento de embalagens sustentáveis, especialmente por meio da aplicação de biopolímeros derivados de resíduos agroindustriais. Estudos evidenciam que a casca de arroz se destaca como um possível substituto do isopor, principalmente por apresentar propriedades estruturais favoráveis para a produção de embalagens e ser um dos principais resíduos da agroindústria. Para cada milhão de toneladas de arroz colhido, cerca de 200 mil toneladas são de casca que são queimadas ou abandonadas no campo após a colheita. Esse cenário é relevante no Brasil, o qual é um dos maiores produtores mundiais de arroz, com produção anual superior a 11 milhões de toneladas. Isso representa cerca de 2,2 milhões de toneladas de casca descartadas ou queimadas anualmente, evidenciando a necessidade de seu reaproveitamento sustentável. Dessa forma, o projeto buscou desenvolver embalagens biodegradáveis a partir da casca de arroz. Em relação à metodologia, a pesquisa se enquadra como exploratória e de engenharia, quanto às técnicas de pesquisa, este trabalho utilizou a pesquisa bibliográfica, que forneceu embasamento teórico por meio da análise de artigos científicos, dissertações e teses. Além disso, recorreu-se à pesquisa experimental, responsável pelo desenvolvimento do protótipo proposto. A embalagem foi formulada para alcançar consistência e durabilidade adequadas, sendo submetida a testes de resistência, segurança microbiológica e impermeabilidade. Os resultados foram promissores e mostraram que a embalagem de casca de arroz tem alta biodegradabilidade e propriedades antimicrobianas, prevenindo a proliferação de microrganismos e bactérias.
Palavras-chave: Embalagem biodegradável, Casca de arroz, Isopor