Ciências Biológicas
Ecologia
Resumo
As abelhas solitárias desempenham papel essencial na polinização e na manutenção da biodiversidade, porém ainda há lacunas significativas sobre seus hábitos de nidificação, especialmente em ambientes urbanos. Este estudo tem como objetivo investigar a preferência de ocupação de abelhas solitárias em ninhos artificiais com diferentes profundidades, buscando compreender se há uma tendência na seleção de ninhos mais rasos ou mais profundos. O experimento foi conduzido na E.E. Cel. José Alves Ribeiro, em Aquidauana-MS, região de transição entre os biomas Cerrado e Pantanal. Adotou-se um delineamento em blocos casualizados (DBC) com cinco profundidades de ninhos (3, 5, 7, 9 e 11 cm) e quatro blocos experimentais, totalizando 200 ninhos confeccionados com madeiras de eucalipto e faveiro. Os ninhos foram monitorados semanalmente para registrar taxas de ocupação, espécies visitantes e possíveis interações com parasitas e predadores. Os resultados parciais indicam uma maior taxa de ocupação em ninhos com profundidades maiores, especialmente os de 11 cm e diâmetro de 6mm, que apresentaram dez ocupações registradas. Em contrapartida, ninhos mais rasos (3 cm e 5 cm) não foram ocupados, sugerindo baixa atratividade para as abelhas solitárias. Esses achados reforçam a hipótese de que a profundidade dos ninhos influencia diretamente a escolha das abelhas, possivelmente por oferecer melhor proteção térmica, maior estabilidade de umidade e espaço adequado para a construção de células reprodutivas, resultando em maior sucesso reprodutivo das fêmeas. Os resultados obtidos poderão subsidiar estratégias de conservação e manejo de abelhas solitárias em ambientes urbanos, além de incentivar a instalação de ninhos artificiais em escolas e áreas verdes, promovendo a educação ambiental e o equilíbrio ecológico.
Palavras-chave: polinizadores, conservação, pantanal