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Projeto

BIO-10345: LAAHT: estratégias de controle populacional do Aedes aegypti

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BIO

Ciências Biológicas

Sub-categoria

Ecologia

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ícone Autoria Wedyson Douglas da Silva Bem, João Adailton Rocha Leite Filho
ícone Orientação Uanne Freire Bezerra Araújo, Mércia Cristina Duarte Santos Carvalho
ícone Instituição E.R.E.M. Aura Sampaio Parente Muniz
ícone Etapa Finalista

Resumo

A dengue permaneceu como um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil, agravada pela resistência crescente do Aedes aegypti aos inseticidas sintéticos e pela perda de biodiversidade urbana, que reduziu a presença de seus predadores naturais. Diante desse cenário, o projeto buscou desenvolver alternativas sustentáveis e de baixo custo para o controle do vetor, com base no potencial larvicida de extratos etanólicos de plantas nativas da Caatinga — angico (Anadenanthera colubrina), pereiro (Aspidosperma pyrifolium), jurema-preta (Mimosa tenuiflora), aroeira (Myracrodruon urundeuva), quixabeira, malva-branca, umbuzeiro, imburana, catingueira e pau-ferro. As folhas foram coletadas na zona rural, secas, maceradas em etanol 70% e submetidas à maceração para obtenção dos extratos. Foram produzidas pastilhas larvicidas biodegradáveis à base de gelatina e amido de milho, formuladas para liberar os compostos bioativos de forma lenta e controlada ao entrarem em contato com a água. Os ensaios larvicidas e de oviposição foram conduzidos com larvas e fêmeas de A. aegypti, avaliando-se os efeitos isolados e combinados dos extratos em condições laboratoriais e de campo. Armadilhas de postura tratadas com as pastilhas foram distribuídas em bairros do município de Salgueiro (PE), possibilitando o monitoramento populacional do vetor. Os impactos ecológicos foram avaliados por meio de testes com microrganismos do solo e ensaios de alelopatia em sementes de alface. Tecnologias móveis foram utilizadas para divulgar informações e promover a educação em saúde, ampliando o alcance e a participação comunitária. Os resultados demonstraram que os extratos apresentaram efeito larvicida tanto isolado quanto sinérgico. A combinação de larvicidas naturais com o uso de tecnologias acessíveis mostrou-se eficaz para o controle do A. aegypti, contribuindo para o fortalecimento da saúde pública, a valorização da biodiversidade da Caatinga e o incentivo à educação científica e ambiental.

Palavras-chave: controle biológico, plantas da Caatinga, sustentabilidade

Foto do projeto