Ciências Biológicas
Farmacologia
Resumo
No Brasil, as infecções hospitalares representam um grave problema atual, afetando pacientes e gerando altos custos para a saúde pública. Nesse contexto, levanta-se a hipótese de que o extrato hidroalcoólico da aroeira possui grande potencial como agente antimicrobiano, além de apresentar baixa toxicidade celular para organismos eucariotos. Nos experimentos realizados, o extrato hidroalcoólico da aroeira demonstrou maior eficácia antimicrobiana após 30 dias, com redução significativa do crescimento microbiano proporcional ao aumento da concentração (p<0,05). Além disso, apresentou baixa toxicidade em testes com Artemia salina e na germinação de sementes de Lactuca sativa. Não foram observadas diferenças significativas (p<0,05) no índice mitótico, descartando citotoxicidade em Allium cepa. O ensaio de MTT indicou que o extrato não comprometeu a viabilidade de fibroblastos de Mus musculus (3T3). No ensaio de hemólise com células humanas, o extrato também apresentou baixa toxicidade. O pH mostrou-se mais ácido ao longo do tempo e com o aumento das concentrações. O extrato evidenciou ainda capacidade de quelação com íons de cobre, o que pode indicar que a presença confirmada e crescente ao longo do tempo de compostos fitoquímicos, como flavonoides e polifenóis, esteja associada à intensificação da ação antimicrobiana. Ressalta-se, ainda, a confirmação da presença de taninos, importantes agentes cicatrizantes. Ademais, seu tempo de ação em superfícies revelou-se superior ao do álcool 70%, mantendo eficácia por até 1 hora após a higienização. Dessa forma, o extrato de aroeira mostrou-se um promissor agente antimicrobiano para uso tópico e em superfícies de ambientes clínicos, sendo, portanto, um produto à base desse extrato uma alternativa segura e eficaz para o controle de infecções hospitalares.
Palavras-chave: Infecção hospitalar, Resistência bacteriana, Abordagem natural