Engenharia
Eletrotécnica
Resumo
A região Amazônica, além de sua vasta biodiversidade, apresenta grandes áreas onde o acesso à eletricidade é limitado ou inexistente. Muitas comunidades ribeirinhas ainda vivem sem integração à rede elétrica, dependendo de geradores a diesel ou de soluções improvisadas para atender suas necessidades básicas de energia. Esse cenário reforça a importância de desenvolver tecnologias alternativas, acessíveis e sustentáveis, que possam atender à realidade local. Este projeto teve como objetivo desenvolver uma tinta solar fotossintética utilizando pigmentos naturais de plantas amazônicas para captação de energia solar, como alternativa sustentável e acessível para comunidades com acesso limitado à eletricidade. Os pigmentos naturais utilizados foram do urucum (Bixa orellana L.), jenipapo (Genipa americana L.) e clorofila de folhas. Os pigmentos foram combinados a nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2) para avaliar seu potencial na captação de energia solar e conversão em eletricidade de baixo consumo. A metodologia envolveu extração e purificação dos pigmentos, formulação da tinta e testes experimentais em protótipos de telhas e madeiras. Os resultados preliminares indicaram a possibilidade de geração de corrente elétrica em pequena escala, suficiente para acender LEDs e carregar sensores de baixa potência. Além disso, a tinta demonstrou boa aderência e resistência em diferentes superfícies. Conclui-se que a proposta representa uma alternativa sustentável e acessível para comunidades ribeirinhas, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: ODS 7 - Energia limpa e acessível), ODS 9 – Indústria, inovação e infraestrutura e ODS 15 – Vida Terrestre. Recomenda-se aprimorar a formulação e ampliar os testes para aplicações práticas mais amplas.
Palavras-chave: energia solar, Amazônia, sustentabilidade