Engenharia
de Materiais e Metalúrgica
Resumo
Em termos de dados, segundo o IBGE (2023), a produção brasileira de sisal em 2023 foi de 95.567 toneladas de fibras, com um rendimento médio de 922 kg/hc, e parte do pó residual gerado é descartado causando problemas de poluição ambiental, e outra parte é utilizada para alimentação animal. Atualmente, a poluição causada pelo descarte incorreto vem se agravando, surgindo assim a busca por mitigar os impactos ambientais. Na região do interior de Campo Formoso, Bahia, na comunidade de Tiquara, os alunos do Colégio Estadual Profª Hilda Monteiro Menezes – Anexo Tiquara, realizaram testes para a utilização de uma nova matéria-prima na produção de papel biodegradável. O objetivo foi desenvolver um papel biodegradável a partir do resíduo da fibra do sisal. A produção do papel para embalagem foi feita por meio da mistura e processamento do resíduo da fibra de sisal, averiguando o fator biodegradável das fibras naturais. Os resultados dos testes mostraram que o papel apresentou decomposição acelerada e menos poluente, sendo flexível e resistente, promovendo a reutilização de um subproduto agrícola, contribuindo para a sustentabilidade e economia circular. A produção de uma papel biodegradável a partir do resíduo da fibra do sisal é viável, evidenciando uma solução eficaz para os problemas ambientais futuros.
Palavras-chave: Campo Formoso, Agave sisalana, Papel biodegradável