Ciências Humanas
Arqueologia
Resumo
A proposta de recriar a tinta utilizada nas pinturas rupestres do Parque Estadual de Monte Alegre (PEMA), na região oeste do Pará, deu origem ao projeto “Técnicas e materiais na arte rupestre: um estudo sobre a criatividade e a habilidade dos artistas”, objetivando recriar a técnica que os ancestrais que habitavam a região do PEMA de Monte Alegre faziam as pinturas nas rochas e como o contexto histórico auxiliou no processo. Tendo a investigação voltada aos pigmentos, aos instrumentos, técnicas e possíveis maneiras de replicar o que foi feito há milênios de anos atrás. Através de pesquisas bibliográficas, de campo e entrevista foram obtidos como resultado, os prováveis pigmentos utilizados, dos óxidos de ferro e dos óxidos de manganês, os aglutinantes, que foram o mel, água e andiroba, fazendo do pó uma mistura líquida e pastosa, se tornando mais fácil a penetração da tinta nas rochas areníticas, nas quais abrigam as pinturas rupestres há mais de 12 mil anos, assim foi possível recriar a tinta dos ancestrais da região monte alegrense. O projeto teve seus objetivos alcançados. A análise das pinturas rupestres revela uma diversidade de técnicas de aplicação, desde o uso direto dos dedos até a utilização de ferramentas rudimentares. A técnica de "mãos ", por exemplo, demonstra uma compreensão do espaço e da forma, criando um efeito visual impactante. A habilidade dos artistas em utilizar o relevo natural das rochas para conferir volume e profundidade às figuras é um indicativo de sua criatividade e percepção tridimensional. Essa interação entre a superfície natural e a intervenção artística ressalta a engenhosidade dos criadores paleoindígenas.
Palavras-chave: Arte Rupestre, Cultura Ancestral, Técnica de Pintura