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Projeto

HUM-12142: Antirrealismo matemático: é a matemática ficcional?

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HUM

Ciências Humanas

Sub-categoria

Filosofia

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ícone Autoria Carla Suzana Dias Oliveira, Maitê Lopes Faráco
ícone Orientação Paulo Henrique Silva Costa, Michael Ferreira
ícone Instituição CEFET-MG - Campus VIII
ícone Etapa Finalista

Resumo

A natureza dos objetos e das verdades matemáticas permanece tema de intenso debate entre realistas e antirrealistas, sobretudo nas correntes do ficcionalismo e do nominalismo, que negam a existência independente de entidades matemáticas e interpretam a matemática como um sistema de construções linguísticas e conceituais. Para investigar a plausibilidade dessas posições frente ao realismo (posição dominante no debate), o projeto utilizou uma abordagem qualitativa baseada em revisão de artigos e periódicos acadêmicos, na análise de entrevistas com especialistas em lógica e filosofia da matemática e no estudo de casos da matemática aplicada. Os resultados indicam que, para o nominalismo, a matemática opera sem exigir o comprometimento ontológico com objetos abstratos, enquanto o ficcionalismo compreende tais objetos como entidades de um mundo ficcional útil, mas não descritivo da realidade. Além disso, para autores antirrealistas, as verdades matemáticas derivam de regras internas do sistema e não de fatos externos, indicando que sua precisão decorre de convenções estruturais. Conclui-se que, nas abordagens antirrealistas, os objetos matemáticos podem ser entendidos como construções conceituais ou ficcionais, e as verdades matemáticas se mostram eficazes por sua consistência interna e capacidade de representar o mundo físico sem compromissos ontológicos, reforçando a interpretação da matemática como instrumento científico eficaz, mas ficcional.

Palavras-chave: Antirrealismo Matemático, Objetos Matemáticos, Verdades Matemáticas

Foto do projeto