Ciências Humanas
Sociologia
Resumo
A pesquisa tem como objetivo principal problematizar os discursos sobre a patologização das mulheres nas redes sociais. A pesquisa é qualitativa com natureza predominantemente exploratória, e se utiliza da etnografia digital como prática metodológica para compreender, por meio de interações sociais e engajamento coletivo em redes sociais, a produção de discursos sobre a patologização de mulheres jovens na atualidade. Os dados foram coletados nas redes sociais Instagram, TikTok e X durante os meses de agosto e setembro. Os registros foram “printados” e organizados em nosso diário de campo, preservando a identidade do público que foi observado, transformando um volume complexo e heterogêneo de dados (posts, imagens, vídeos, comentários, curtidas) em categorias interpretativas capazes de responder ao problema de pesquisa. Ao realizar a análise, foram encontradas quatro categorias analíticas, a saber, o autodiagnóstico, a banalização do diagnóstico, a padronização do corpo e o sexismo e controle social. Os dois primeiros serão abordados, neste estudo, de modo incipiente, uma vez que o trabalho se encontra em andamento. Um dos resultados esperados consiste em desnaturalizar o discurso médico-psicológico que rotula como "doentes" certos comportamentos que fazem parte das formas de expressão e construção de identidade das mulheres jovens na contemporaneidade. Ao problematizar como o sofrimento psíquico é tratado nas redes sociais, o projeto pode contribuir para uma discussão mais ética e crítica sobre saúde mental, gênero e juventude feminina.
Palavras-chave: Patologização, Redes Sociais, Mulheres jovens