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Projeto

HUM-9436: Um legado de luta: a saúde feminina como reflexo do progresso social e científico

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HUM

Ciências Humanas

Sub-categoria

História

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ícone Autoria Gabriela dos Santos Souza, Monise de Carvalho da Silva, Maria Clara Corrêa Galvão de Assis
ícone Orientação Tulio da Costa Moreira, Mariana de Almeida Machado Leal
ícone Instituição Escola SESI de Taubaté
ícone Etapa Finalista

Resumo

Este estudo analisa o desenvolvimento histórico da medicina e suas interpretações sobre a saúde da mulher, influenciadas por fatores sociais, culturais e científicos. A pesquisa aborda o ciclo menstrual, a gestação, a menopausa e o climatério, com o objetivo de oferecer ao meio educacional uma perspectiva histórica que promova conscientização, diálogo e quebra de tabus entre crianças e adolescentes. A metodologia envolveu revisão bibliográfica, de Hipócrates à contemporaneidade, para compreender a evolução das explicações fisiológicas e hormonais relacionadas ao corpo feminino. Posteriormente, realizou-se uma pesquisa qualitativa com professores da educação básica, visando identificar desafios no ensino do tema, e aplicou-se um questionário a mulheres de diferentes faixas etárias, buscando compreender experiências e percepções sobre o período menstrual e a saúde feminina. Os resultados obtidos subsidiaram a elaboração de uma ação educativa com alunos do 5º e 6º ano, permitindo abordar o conteúdo de forma mais sensível e contextualizada. Verificou-se a persistência de tabus e lacunas de conhecimento, sobretudo entre o público masculino, refletindo desinformações associadas à idade e a padrões culturais enraizados. A intervenção favoreceu a redução de estigmas e ampliou a compreensão sobre o corpo feminino, reforçando a importância do tema na formação escolar. Conclui-se que, apesar dos avanços científicos e sociais que reconheceram a mulher como sujeito de direitos e de cuidado, os desafios educacionais permanecem. Assim, a inserção da temática da saúde feminina em contextos escolares mostra-se fundamental para desenvolver consciência crítica, combater preconceitos de gênero e fortalecer a educação científica como instrumento de transformação social.

Palavras-chave: História da medicina, Saúde feminina, Educação científica

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