Ciências Humanas
História
Resumo
Este estudo analisa o desenvolvimento histórico da medicina e suas interpretações sobre a saúde da mulher, influenciadas por fatores sociais, culturais e científicos. A pesquisa aborda o ciclo menstrual, a gestação, a menopausa e o climatério, com o objetivo de oferecer ao meio educacional uma perspectiva histórica que promova conscientização, diálogo e quebra de tabus entre crianças e adolescentes. A metodologia envolveu revisão bibliográfica, de Hipócrates à contemporaneidade, para compreender a evolução das explicações fisiológicas e hormonais relacionadas ao corpo feminino. Posteriormente, realizou-se uma pesquisa qualitativa com professores da educação básica, visando identificar desafios no ensino do tema, e aplicou-se um questionário a mulheres de diferentes faixas etárias, buscando compreender experiências e percepções sobre o período menstrual e a saúde feminina. Os resultados obtidos subsidiaram a elaboração de uma ação educativa com alunos do 5º e 6º ano, permitindo abordar o conteúdo de forma mais sensível e contextualizada. Verificou-se a persistência de tabus e lacunas de conhecimento, sobretudo entre o público masculino, refletindo desinformações associadas à idade e a padrões culturais enraizados. A intervenção favoreceu a redução de estigmas e ampliou a compreensão sobre o corpo feminino, reforçando a importância do tema na formação escolar. Conclui-se que, apesar dos avanços científicos e sociais que reconheceram a mulher como sujeito de direitos e de cuidado, os desafios educacionais permanecem. Assim, a inserção da temática da saúde feminina em contextos escolares mostra-se fundamental para desenvolver consciência crítica, combater preconceitos de gênero e fortalecer a educação científica como instrumento de transformação social.
Palavras-chave: História da medicina, Saúde feminina, Educação científica