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Projeto

SAU-11463: O que não se vê também adoece: adaptação e validação de um instrumento sobre percepção dos riscos em doenças de transmissão hídrica e alimentar

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SAU

Ciências da Saúde

Sub-categoria

Nutrição

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ícone Autoria Luisa Ribeiro da Silva
ícone Orientação Elke Stedefeldt, Raisa Moreira Dardaque Mucinhato
ícone Instituição Etec Dona Escolástica Rosa
ícone Etapa Finalista

Resumo

As doenças de transmissão hídrica e alimentar (DTHA) representam uma ameaça constante à saúde pública, decorrente da ingestão de alimentos e água contaminados. O objetivo deste trabalho foi desenvolver e validar o conteúdo de um questionário para avaliar o risco cognitivo e afetivo percebido de DTHA pelo consumidor brasileiro. Os resultados podem apoiar a implementação da Estratégia Global para a Segurança dos Alimentos da OMS (EGSA 2022–2030) no Brasil, fortalecendo programas de comunicação de riscos e aproximando o ensino médio da universidade pública no campo da pesquisa científica. Um estudo transversal, de abordagem mista, conduzido entre setembro/2024 e setembro/2025, aprovado pelo Comitê de Ética da UNIFESP. Desenvolvido em duas etapas: (i) priorização dos perigos associados às DTHA no Brasil, com base em dados nacionais e internacionais e consulta a seis especialistas; e (ii) adaptação e validação de questionário baseado em Jansen et al. (2020), com quatro variáveis — severidade do perigo, preocupação com o perigo, magnitude e preocupação com o risco — em escala Likert de cinco pontos. Como resultado, foram identificados 22 perigos biológicos, químicos e físicos, sendo priorizados sete: Clostridium botulinum, Escherichia coli, Salmonella spp., Listeria monocytogenes, acrilamida, aflatoxina e microplásticos. Observou-se desalinhamento entre frequência epidemiológica e severidade, indicando a necessidade de critérios baseados no potencial de dano. O questionário final, com 28 itens, apresentou validade de conteúdo ≥ 0,70. Sua aplicação futura entre graduandos da saúde permitirá identificar lacunas no conhecimento e percepção de risco, orientando ações educativas. Como conclusão, o estudo reforça a importância da abordagem de uma só saúde (One Health), da comunicação eficaz e da formação técnica qualificada, promovendo sistemas alimentares mais seguros e sustentáveis.

Palavras-chave: Epidemiologia Nutricional, Políticas Públicas, Segurança dos alimentos

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