Ciências Sociais e Aplicadas
Planejamento Urbano e Regional
Resumo
Diante da frequência e da gravidade dos desastres naturais no Brasil, como os ocorridos na região serrana do Rio de Janeiro (2011), em Petrópolis (2022) e no litoral norte de São Paulo (2023), torna-se urgente a adoção de tecnologias capazes de prevenir e reduzir seus impactos. Os deslizamentos de terra geram graves consequências sociais e ambientais, como a perda de vidas, o desabrigamento de famílias, a destruição de moradias e de infraestruturas, além do assoreamento de rios, da contaminação do solo e da degradação da vegetação nativa. O S.M.D.T. (sistema de monitoramento de deslizamentos de terra) propõe uma solução acessível e de baixo custo para a detecção antecipada de movimentações do solo em áreas de risco. O projeto se alinha à Lei nº 12.608/2012, que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, reforçando a importância de ações preventivas e de sistemas de alerta, e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 (ODS 11) da ONU, que visa tornar cidades mais seguras, inclusivas e resilientes. O sistema realiza o monitoramento em tempo real da inclinação do terreno por meio do sensor giroscópio MPU-6050 e da precipitação pluviométrica com um pluviômetro bascular impresso em 3D e sensor Hall, integrados a um microcontrolador ESP32, responsável pelo processamento e envio de dados a um painel remoto no Tago.IO. Quando os valores ultrapassam limites críticos, o sistema emite alertas automáticos via WhatsApp, conforme parâmetros da NBR 11682:2009. Utilizando materiais simples e recicláveis, o SMDT demonstra viabilidade prática, baixo custo de produção e alto impacto social, auxiliando na prevenção de tragédias e oferecendo mais tempo para evacuação e resposta comunitária, promovendo segurança e sustentabilidade para populações em áreas vulneráveis.
Palavras-chave: Monitoramento de deslizamentos de terra, Alerta, Prevenção